A gengivite é um dos principais problemas que comprometem nossa saúde bucal, sendo uma das principais motivações das visitas odontológicas.
É uma das complicações da formação de placa bacteriana, evoluindo assim como o tártaro e a cárie. Mesmo sendo comum pode causar problemas ainda mais graves, como a perda de dentes.
Conheça mais sobre a gengivite, o que é, seus sintomas, principais causas, tipos, prevenção e formas de tratamento.
Mas afinal, o que é gengivite? Se trata de uma inflamação na gengiva resultado da má higiene bucal e assim do acúmulo de restos de alimentos na boca, principalmente entre os dentes.
Além da falta de uma boa higienização, a gengivite também está ligada a uma alimentação desregulada, baseada em alimentos muito pigmentados e açucarados, como café e chocolate e doces em geral.
É por esses maus hábitos que favorecem a criação do biofilme e a proliferação de bactérias, que ela surge e pode ser identificada em sintomas bem característicos.
Por fim, a gengivite é a definição utilizada pelos dentistas para se referir à inflamação da gengiva. Se trata do primeiro estagio da doença da gengiva, os principais sintomas são inchaço, sangramento da gengiva e vermelhidão, especialmente ao utilizar o fio dental ou escovar os dentes.
Os sintomas característicos da gengivite são:
Diante de algum(s) desses sintomas o paciente deve buscar reverter maus hábitos, pois se identificando no inicio a cura da gengivite se torna mais fácil, buscando uma escovação melhor, acompanhada da passagem do fio dental e do bochecho com o enxaguante bucal, evitando o acúmulo de alimentos e a proliferação de bactérias entre os dentes.
Na persistência, não hesite em visitar o seu dentista, já que a gengivite, quando não tratada, pode trazer uma série de complicações ainda mais graves, como evolução para a periodontite, que pode levar a perda dentária. Problemas quanto a estética do sorriso e a sensibilidade dentária também são percebidos.
É importante ressaltar que a gengivite pode se desenvolver em qualquer faixa etária, uma vez que a adesão de maus hábitos é possível ocorrer em qualquer idade, podendo ser motivada por vários fatores.
Como dito, o aparecimento da gengivite e suas causas está diretamente ligada a proliferação de bactérias por negligência a cuidados essenciais quanto à saúde bucal. Entre as principais motivações da placa bacteriana e assim da gengivite estão:
A dificuldade na escovação também pode ser decorrente do uso de aparelho ortodôntico fixo, já que suas estruturas metálicas, braquetes e borrachinhas deixam brechas junto a uma escovação debilitada.
Problemas ortodônticos e de má oclusão dentária também podem dificultar a prática de uma higiene bucal adequada.
Doenças sistêmicas, leucemia, diabetes, Aids e deficiência de ferro e vitamina C, enfraquecem o sistema imunológico, favorecendo a ação das bactérias. Quanto a gravidez, fatores endócrinos fazem com que a gengiva tenha uma reação excessiva a agentes irritantes.
Por fim, pessoas que estejam passando por tratamentos com radioterapia na cabeça ou no pescoço também tendem a desenvolver tártaro, cárie e gengivite com mais facilidade.
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A gengivite pode variar de acordo com a sua gravidade e localização. Entre os tipos de gengivite possíveis de serem contraídos estão:
A gengivite localizada é uma inflamação comum que afeta somente um dente ou um número de dentes específico.
Quando a inflamação afeta toda a arcada dentária.
Quando a doença atinge a margem gengival.
Como o nome indica, é a variação que atinge parte da papila interdental, se estendendo pela margem gengival.
Se trata da variação que afeta a papila interdental, margem gengival e uma porção da gengiva emendada. É caracterizada por uma inflamação gengival acentuada da região marginal e papilar. Congestão e vermelhidão até o tecido com queratina.
Além das gengivites decorrentes da placa bacteriana, a doença gengival é capaz de se diferenciar por sua causa principal:
É a mais comum e está diretamente ligada a falta e a má administração de bons hábitos quanto à higienização e alimentação. Nesse caso, a falta de tratamento pode levar a uma infecção gengival ao redor dos dentes e evoluir para a periodontite.
É uma doença gengival causada por reações alérgicas. É comumente causada por alergias alimentares e podem levar a um desequilíbrio da microbiota da boca. Há uma relação direta entre o equilíbrio do intestino e da boca, uma vez que pelo sistema digestivo estão ligados.
Aparecimento da gengivite por herpes labial, diabetes ou outras doenças motivadoras.
Essa infecção aguda do tecido gengival é causada por bactérias que costumam gerar dor e desconforto.
Quando não devidamente tratada pode motivar uma gengivite ulcerativa necrosante (GUNA).
Estágio mais grave da gengivite que atinge a extensão da gengiva mais próxima dos dentes, sendo caracterizada pelo aparecimento de feridas (úlceras). Aqui a mucosa também sofre por necrose.
Essa complicação quando causada por medicamentos se desenvolve por meio de certas fórmulas medicamentosas que levam a um acúmulo de gengiva que se desenvolve sobre a arcada dentária. Entre esses medicamentos estão imunossupressores, anticonvulsivantes e pressão sanguínea. A gengivite por medicamentos é mais comum no sexo masculino.
Certas infecções gengivais podem causar inflamações na mucosa da boca, e assim a gengivite estreptocócica. Mesmo sendo uma condição rara, os cuidados preventivos devem ser mantidos já que essa complicação gera sintomas como mal-estar, dores e febre, atuando também fora da boca.
Até chegar em seu estágio mais grave, a inflamação da gengiva vai se desenvolvendo gradualmente. Conheça aqui suas fases de evolução:
A gengivite, quando aguda, é comumente caracterizada pelo aparecimento de pequenos surtos da doença. Há uma inflamação por um curto período de tempo, que desaparece logo em seguida.
É uma variação parecida com a aguda, tendo sintomas menos perceptíveis e também de curta duração.
Se desenvolve quando há os primeiros sinais de inflamação na gengiva, aparecendo e desaparecendo espontaneamente.
Por sua vez, o estágio mais grave da doença aparece de forma lenta e é a variação mais comum, já que as demais fases são comumente ignoradas pelo paciente. Entre seus principais sintomas estão o aparecimento de edemas, mau hálito, sangramentos e o aumento do fluido gengival.
Na ausência de tratamento, a doença pode evoluir para uma doença periodontal, comprometendo não só o tecido, mas também a estrutura óssea e os ligamentos. Entre os principais afetados estão crianças de idade escolar, já que comumente não possuem uma higiene bucal adequada.
Contudo, se identificada no início a gengivite por ser tratada de maneira rápida e bem tranquila, por conta disso a importância de visitar o dentista periodicamente com o intuito de combater esses problemas, mantendo a saúde bucal sempre em dia e fazendo uma limpeza de dente para remover a placa bacteriana e tártaros.
Para prevenir e acabar com as placas bacterianas diminuindo assim os riscos do aparecimento da gengivite, existe boas práticas que você pode adotar no seu dia-a-dia. Sendo elas:
Escovar os dentes: A escovação é uma das práticas mais importantes para remover a placa bacteriana, evitando também o surgimento de cárie. Uma dica é sempre escovar os dentes após as refeições ou pelo menos três vezes ao dia.
Fio dental: Seu uso é muito importante já que apenas a escova de dente não chega a todas as partes da boca que acumula restos de alimentos. O fio dental deve ser usado no mínimo uma vez ao dia.
Enxaguante bucal: Além do uso do fio dental e escovação dos dentes, o uso do enxaguante bucal age direto na diminuição da formação de placa bacteriana. Podendo ser feito sempre após a escovação.
Assim também mantendo uma alimentação saudável e balanceada, evitando fumar ou qualquer outro uso do tabaco.
Ir ao dentista de forma regular é muito importante para a saúde bucal. Lembrando que devemos consultar pelo menos a cada seis meses e não apenas quando sentir alguma dor.
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