câncer de garganta
O câncer de garganta é um tipo comum, entre os outros tumores que surgem na região da cabeça e do pescoço. Pode se desenvolver em qualquer idade, normalmente em pessoas acima de 40 anos, que façam uso de cigarros ou excesso de bebidas alcóolicas. Também é mais comum surgir em homens.
Ele pode acometer principalmente duas regiões: a laringe e faringe. Sendo o da laringe o mais comum e o da faringe mais raro.
A garganta faz parte do trato respiratório, digestivo e do processo de fala, por causa disso, ela é composta por diferentes tipos de tecidos e de células, sendo assim, diferentes tipos de problemas podem se desenvolver nessa região.
Em uma consulta odontológica, o profissional vê além dos dentes. Com uma consulta de rotina, você pode estar se atualizando das chances de estar ou não desenvolvendo um câncer na garganta, pois o dentista pode realizar exames para avaliar os riscos de câncer.
Como a maior parte dos fatores de risco com relação ao câncer são reflexos das opções do estilo de vida do paciente, é também função do dentista alertar e informar ao paciente, sobre os sinais e os riscos que podem levá-lo a ter câncer na garganta e na região.
O câncer de garganta se qualifica como tumores, em sua maioria malignos, que afetam a região da laringe e da faringe, como as cordas vocais, as amígdalas, o palato, entre outros. Causando dificuldade para respirar e engolir.
É extremamente importante que o tipo de câncer na garganta seja identificado corretamente, para que o tratamento certo seja realizado e o paciente tenha mais chances de cura e evitar sequelas.
Existem algumas variações do câncer de garganta, são eles:
Adenocarcinoma, que é desenvolvido nas glândulas da garganta
Carcinoma, de células escamosas (é mais comum nos EUA)
Sarcoma, que surge nas fibras musculares do pescoço
Câncer de faringe, aparece na faringe, que é o local de passagem do ar, onde ele faz o caminho do nariz até chegar aos pulmões.
Câncer de laringe, surge na laringe, que é onde ficam as cordas vocais.
É extremamente importante que o tipo de câncer na garganta seja identificado corretamente, para que o tratamento certo seja realizado e o paciente tenha mais chances de cura e evitar sequelas.
O câncer de garganta tem como seus principais sintomas:
– Dor de garganta e/ou de ouvido que não ;
– Problemas para conseguir respirar ou engolir;
– Tosse com frequência (que pode conter sangue);
– Mudanças na voz repentinas;
– Perda de peso sem esforço para tal;
– Surgimento de caroços no pescoço acompanhados de inchaço;
– Chiados ao respirar, entre outros.
Os sintomas variam de acordo com o local em que o tumor se encontra (laringe ou faringe). É importante, assim que notar os sintomas, procurar um otorrinolaringologista urgentemente, para que sejam realizados exames que confirmem o tumor e o tratamento correto seja iniciado.
Ao procurar ajuda médica, o profissional irá te examinar fisicamente, ouvir quais são os sintomas que está sentindo e solicitar alguns exames. Ele pode solicitar uma laringoscopia, que funciona como uma endoscopia porém realizada na laringe, um aparelho com câmera será introduzido na sua laringe, para observação e verificação de como ela se encontra.
Esse exame possibilita a realização da biópsia, que é basicamente pegar um pequeno pedaço da sua laringe, para ser levada ao laboratório e identificar se há ou não células cancerígenas no local.
Outros exames como a tomografia computadorizada, ultrassom e ressonância magnética podem ajudar a identificar a extensão de todos os tumores e dar resoluções como, se há ou não envolvimento dos gânglios linfáticos na região do pescoço.
Não há exames de sangue que consigam detectar o câncer na garganta.
Não existe exatamente um motivo para que ocorra o câncer na garganta, mas existem alguns fatores de risco, que podem aumentar as chances de ser acometido por essa enfermidade, por exemplo:
Todo tipo de câncer é dividido em quatro estágios, varia de acordo com seu grau de desenvolvimento:
– Estágios 1 e 2: são os estágios iniciais do câncer, onde o tumor se encontra pequeno e atinge somente o local onde o câncer “nasceu”, se for detectado nesses estágios, as chances de cura e ficar sem sequelas são bem maiores.
– Estágio 3: o tumor já se encontra maior e pode não estar localizado somente na garganta, pode ter começado a se espalhar, em alguns casos já consegue se identificar algumas metástases.
– Estágio 4: é o estágio mais avançado e mais grave, onde há vários pontos de metástase, o tratamento se torna mais desafiador e o prognóstico é mais negativo.
Para o câncer, quanto mais avançado, mais difícil é o seu tratamento.
O tipo de tratamento vai variar de acordo com o grau de avanço do tumor, sua localização, quais os tipos de células presentes, estado de saúde do paciente e se há alguma infecção por HPV. Os tratamentos disponíveis em geral são:
No tratamento, geralmente atuam uma equipe multidisciplinar como o oncologista, cirurgião otorrinolaringologista, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. A equipe acompanha o paciente durante todo o seu processo de tratamento, recuperação e acompanhamento.
Caso o câncer já esteja avançado quando for detectado, existe a possibilidade de haver algumas sequelas, entre elas estão:
Não há uma forma comprovada pela ciência para a prevenção do câncer de garganta. Porém, adotando certos cuidados e tomando algumas precauções, você pode reduzir o risco de ser acometido pela doença. Por exemplo:
As visitas regulares ao dentista são extremamente importantes para avaliar os sintomas de incômodos na garganta, que podem ser sinais de um possível tumor.
Além disso, através das visitas regulares é possível estabelecer um histórico odontológico, o que garante que o dentista possa ter acesso a todos os procedimentos odontológicos que você já realizou.
Somente o tratamento precoce, pode garantir que caso você venha a ser acometido por um câncer na garganta, sua evolução seja impedida.
As visitas periódicas também tornam possível o aconselhamento a respeito de bons hábitos de higiene bucal, fazendo assim com que o paciente melhore seus cuidados diários.
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