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Síndrome de ardência bucal: do que se trata e como tratar?

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Se você sente sua boca arder sem ter consumido alimentos que contém pimenta, ou outros, pode ser que você sofra da Síndrome da ardência bucal.

Sentir a bocar arder pode ser comum em alguns casos, por causa da ingestão de alimentos que podem estar bem temperados. Entretanto, quanto acontecem situações como acima, é sinal de que sua saúde bucal merece mais atenção.

Entenda neste artigo as principiais informações sobre síndrome de ardência bucal, desde o que a causa até seu tratamento. Uma ótima leitura e vamos lá!

O que é a síndrome da ardência bucal?

Por ser uma doença que afeta diretamente a boca e língua, pode ser conhecida por outros nomes, como SAB, síndrome da boca ardente, ardor na língua e também pelo termo técnico de Disestesia Oral.

A síndrome de ardência bucal caracteriza-se pela queimação e/ou dor constante que podem surgir na boca, mesmo que não tenha sem que tenha nenhum tipo de lesão na cavidade oral.

Por causa desse fator, é associada a uma doença de estado crônico, por apresentar dores, difícil diagnóstico e tratamento.

Além disso, essa condição é mais frequente do que se possa imaginar, de modo que aproximadamente 15% das pessoas que a desenvolve, em maioria são mulheres, mais especificamente idosas e de meia idade entrando na menopausa.

Como acontece a disestesia oral?

A sensação de queimação pode ocorrer na maioria das vezes, em mais de uma área, por isso o nome de “síndrome”, que é dado quando uma doença pode ser caracterizada como uma associação simultânea.

Desse modo, a ardência pode vir com outros sintomas além dos que ela já possui, por exemplo, xerostomia e disgeusia.

Embora a língua seja a mais citada como afetada pela SAB, outras estruturas também podem ficar comprometidas, como lábios, palato, gengiva e mucosa bucal e outras com menor frequência, mas ainda sendo possível, como o assoalho da boca.

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Causas da SAB

Causas da SAB

O fato de outras doenças também causarem dor na boca, é mais difícil de identificar a síndrome da ardência bucal.

Mas não há motivo para se assustar, quando acontece de não encontrar doenças ou anormalidades visíveis a boca que causa a dor e a ardência, recebe o nome de síndrome de ardor bucal.

Para profissionais e estudiosos, a síndrome de ardência bucal provavelmente envolve uma anomalia que é pouco compreendida nos nervos que controlam a dor e o paladar.

Porém, não a deixa a mercê de outros distúrbios que podem causar a dor bucal, como:

  • Deficiência de vitamina B12 ou deficiência de ferro;
  • Alergias;
  • Boca seca (xerostomia);
  • Refluxo ácido;
  • Infecções na boca;
  • Medicações;
  • Ansiedade.

Sintomas da síndrome da ardência bucal

Por causar desconforto, os principais sintomas da SAB podem aparecer como ardência, dor, queimação, formigamento, coceira, sensação de alfinetadas ou corpo estranho, inchaço e sensação de boca escaldada.

Muitos pacientes que possuem essa condição relatam que no decorrer dos dias, o desconforto pode ser o sintoma que mais incomoda.

Em alguns casos podem se manifestar também queimaduras, que podem durar desde algumas horas a alguns dias. Outro sintoma que dificulta seu tratamento é a condição de que a SAB pode desaparecer e reaparecer vários meses depois de diagnosticada.

O fato da síndrome de ardência bucal possuir diferentes sintomas para cada pessoa diagnosticada com ela, foram identificados 3 grupos ou tipos de sintomas.

Grupos de sintomas da disestesia oral

O primeiro grupo (SAB I) é predominante em 35% dos casos com sintomas, causando a sensação de dor e ardência todos os dias, que ao acordar é possível não ter nenhum sinto, mas ao resto do dia e de noite, alcança seu estado máximo.

Já o segundo grupo (SAB II), presente em 55%, é o tipo não psiquiátrico. Nesse, a presença de sensação de dor por ardência constante, frequente durante todo o dia e resistente aos tratamentos.

No último grupo (SAB III) é caracterizada por envolver distúrbios psiquiátricos, como ansiedade crônica e representa 10% de pessoas que podem desenvolver a SAB.

Apresenta uma sensação de dor por ardência intermitentemente, possuindo intervalos livres de dor, podendo afetar áreas específicas na boca. Nesse caso, os pacientes são considerados psicologicamente normais, por isso dificulta o tratamento.

Como diagnosticar a SAB

É preciso que um médico ou dentista analisem o histórico clínico e os hábitos nutricionais da pessoa que possa estar com os possíveis sintomas, e é claro, examinar a boca.

Para chegar num resultado mais assertivo, podem ser feitos exames de sangue ou outros testes para verificar a presença de determinados distúrbios conhecidos por causar ardor na boca.

O fato de que síndrome de ardor bucal é difícil de ser diagnosticada, não significa que não possam ser feitos exames. Por exemplo, pode ser realizado um exame para verificar como está o fluxo de saliva e assim verificar se a pessoa tem boca seca.

Outras doenças também podem ser diagnosticadas também, porque todo tecido na boca pode parecer normal, e em casos mais leves ou precoces de síndrome de ardência bucal pode resultar de diferentes distúrbios específicos.

Tratamentos alternativos para a síndrome da ardência bucal

Como há outras opções, soluções possíveis para amenizar o distúrbio entre elas estão:

  • Ações para manter a boca úmida e aliviar a dor;
  • Em casos específicos, antidepressivos ou medicamentos ansiolíticos.

É importante destacar que a partir dos momentos que os médicos encontrarem a causa da dor bucal, eles a tratarão, sendo SAB ou outra doença qualquer.

Outras medidas que servem para ajudar a reduzir os sintomas, são:

  • Substitutos da saliva;
  • Lascas de gelo;
  • Beber água com frequência ou mascar um chiclete podem ajudar a estimular a saliva e a manter a boca úmida.

Como já citado, os antidepressivos, como a nortriptilina ou os fármacos ansiolíticos, como o clonazepam, podem ter uma certa utilidade.

Porém pode acontecer ter uma piora dos sintomas e assim causar boca seca.

O fato da síndrome de ardência bucal ser uma condição multifatorial, faz com que as condições de origem psicogênicas, como:

  • depressão;
  • ansiedade;
  • cancerofobia e desordem de personalidade.

Se tornem as principais causas dos sintomas da SAB.

Para esses casos, além do diagnóstico feito por profissionais, é indicado que também tenha uma terapia cognitivo-comportamental (TCC), caso os outros tratamentos venham a falhar, ajuda a amenizar o problema.

Fique de olho na sua saúde bucal e evite problemas futuros. Para fazer isso, você pode agendar sua avaliação com nossa equipe aqui.

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