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Pós-operatório siso, quais cuidados devo ter?

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Pós-operatório é o período depois de algum procedimento, seja ele cirúrgico ou não. Com isso, quando arrancamos um dente, ou até mesmo um tratamento de canal, existe o pós-operatório.

Para que corra tudo bem e que a pessoa se recupere da melhor forma possível, é necessário seguir dicas de cuidados a serem feitos para que não haja problemas após o procedimento.

A partir disso, entenda como é importante respeitar o pós-operatório e porque precisa fazê-lo neste texto. Tenha uma bola leitura!

Pós-operatório, o que é?

Apesar da breve introdução, para iniciar o assunto é preciso conhecer sobre do que se trata.

Como já dito, o pósoperatório é o momento após algum tipo de cirurgia e que precisa de cuidados especiais para que o paciente consiga se reabilitar – voltar a sua rotina normal.

Entretanto, o pós-operatório é um momento delicado na vida de qualquer paciente, de modo que ele precise até mesmo de ajuda profissional, como de uma equipe de enfermeiros.

O pós-operatório, é aquele processo que começa assim que cirurgia é feita.  Depois de feita, continua na sala de recuperação e até mesmo ao longo da internação até o período de alta.

É possível que haja preocupações clínicas imediatas, mas é procedimento padrão, que refere-se à proteção das vias respiratórias, controle da dor, estado mental e cicatrização do ferimento.

Por fim, o pós-operatório varia de acordo com o tipo de cirurgia que é feita.

Complicações no pós-operatório

É raro que cirurgias apresentem complicações, porém, é comum que possa acontecer algo por diferentes fatores.

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Das complicações mais comuns que podem surgir, como:

Complicações Respiratórias:

  • insuficiência respiratória(hipoxêmica ou hipercápnica). Para tratá-la é necessário pode ser ter a doença de base, e utilizar a suplementação de O2 e ventilação invasiva;
  • atelectasia, é uma complicação respiratória que pode causar febre, taquipneia, taquicardia e tosse. Para tratá-la é necessário fisioterapia respiratória, oxigenoterapia e broncoscopia em casos extremos;
  • pneumonia também pode causar febre, taquipneia e tosse produtiva e o tratamento é feito com fisioterapia respiratória e antibioticoterapia;
  • tromboembolismo pulmonar pode causar hemoptise, síncope e embolia maciça. O tratamento consiste no uso de trombolíticos, como estreptoquinase, uroquinase e rt-PA (alteplase).

Complicações pós-operatórias relacionadas a feridas são:

  • Seroma, que é quando há acúmulo de linfa ou grandes descolamentos que geram um acúmulo de líquidos entre as camadas da pele;
  • Hematoma, causado pela coleção de sangue ao redor da ferida cirúrgica, que resulta na formação de um coágulo, causando desconforto no nível da ferida e, assim, diminui a resistência à infecção. Pode advir de uma hemostasia inadequada, pelo uso de distúrbios ou drogas que interferem na cascata de coagulação (como AAS e heparina) ou de doenças apresentadas pelo paciente;
  • Deiscência, que é uma disjunção parcial ou total de qualquer camada da ferida, consiste em uma complicação na qual a ferida não cicatriza ou abre ao longo de sua linha de incisão após a cirurgia. É caracterizada como uma emergência cirúrgica devido aos riscos associados.Pode estar associada à fatores como: técnica inadequada, infecção, paciente imunodeprimidos, que fazem uso de corticoides, radioterapia ou possuem diabetes mellitus, bem como tabagistas, obesos e desnutridos integram o grupo de risco.

Febre no pós-operatório:

  • A atelectasia, que costuma ocorrer nas primeiras 24hrs;
  • Flebite, nas primeiras 48hrs;
  • Infecção do trato urinário, em até 72hrs;
  • Infecção da ferida operatória em até 5 dias após; e abcesso/coleção intracavitária com um período de até 7 dias depois.

No entanto, os quadros clínicos associados a cada uma dessas causas de febre citadas acima, são variáveis.

Uma vez que o trato gastrointestinal está sujeito a complicações pós-cirúrgicas como o íleo paralítico/adinâmico e úlceras de estresse.

Pós-operatório siso

Diferentes fatores podem influenciar no pós-operatório. O primeiro é a posição do dente e o seu formato. Afinal, ele pode estar preso na estrutura óssea ou ter uma raiz curva, fatores que tornam o procedimento mais complexo.

O segundo é inerente à natureza biológica do paciente, com propensão ao inchaço e uma alta sensibilidade à dor. E o terceiro é a técnica utilizada pelo cirurgião. Quanto menos invasiva, melhor, mas nem sempre possível.

Alguns cuidados no pré-operatório também podem reduzir complicações. Antes de qualquer extração de siso é necessário que se faça um exame radiográfico.

Com o levantamento da situação completa da boca do paciente, o profissional poderá fazer um planejamento correto. Em alguns casos já se pode prever uma situação mais traumática e, nesse caso, o paciente deve ser informado para que esteja preparado.

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Jovem sorrindo ao lado de dois dentistas antes de fazer uma cirurgia de remoção dos sisos. Os dentes siso quando são retirados, requerem muita atenção para que não haja nenhuma complicação.

Principais cuidados

Para uma recuperação tranquila, é imprescindível seguir alguns cuidados após a extração do siso, e com isso que ele volte de forma tranquila ao local é restabelecimento.

Desse modo, se você ou algum conhecido irá passar por essa situação, vai precisar se planejar para não ter problemas.

Pensando nisso, organizamos com detalhes um passo-a-passo com todos os cuidados recomendados para você não se esquecer de nada e ter uma recuperação incrível.

Jovem com expressão de dor. A dor é possível no pós-operatório, mas são prescritos remédios que ajudam a controlá-la.

Cuidados pós-operatório

Apesar de parecer improvável, muitos pacientes seguem suas próprias regras e simplesmente não levam em consideração o que foi indicado pelo dentista ou profissional.

Instruções básicas, por exemplo, “não tomar banho de chuveiro ou não tomar banho quente após o procedimento”, podem parecer irrelevantes, mas sim, tem quem não siga e traz complicações.

Se o seu médico indicar apenas banhos mais frios para evitar sangramentos ou que você evite pegar peso por algumas semanas, siga essas orientações porque provavelmente há uma boa razão para isso.

Inchaço

Quase um marco da extração dentária, o inchaço se caracteriza por ser um procedimento cirúrgico, que quando realizado é iniciado por descolamento da gengiva em volta do dente e também, cortes na gengiva para que solte o elemento dental.

Tais acontecimentos causam assim lesões na gengiva, no tecido mole e no osso. Isso acontece porque o sistema de defesa é ativado para proteger a região operada. Portanto, é normal que o corpo ative esse sistema.

Uma vez que essas células são ativadas, um processo inflamatório dá início e ele resulta no edema e vermelhidão. Este inchaço (edema) é o reflexo do líquido dessas células que saem dos vasos sanguíneos para os tecidos superficiais.

Todo esse processo pode ser observado rapidamente e pode-se iniciar assim que o processo cirúrgico se encerra.

Mas é no terceiro dia que o inchaço aparece e então gradativamente, espera-se que o edema retroceda (efeito reverso), deixando a região menos inchada até que ela volte ao seu estado natural.

Por fim, tome todos os cuidados necessários nas horas seguintes à extração, isto fará toda a diferença entre uma boca muito inchada por mais tempo para uma com sintomas bem menores.

Dor

É possível que após a extração do siso. O local onde ele estava fica exposto e a região em volta começa a inflamar, junto dela, pode vir muita dor.

Essa inflamação é uma resposta do organismo, como um sinal de alerta, em que o objetivo é informar que algo não está como deveria ser.

Esses impulsos são dores que podem aparecer no pós-operatório do siso. A sensação costuma acontecer somente algumas horas depois da extração, já que a anestesia ainda leva um tempo para perder seu efeito.

Mas como controlar a dor? O fato de ser um incômodo, a solução para o problema é utilizar remédios prescritos pelo dentista, além de seguir todas as medidas e cuidados informados por ele.

Inflamação

No período de cicatrização, após a extração do dente, algumas inflamações podem acontecer. Estas inflamações não são muito comuns, mas a que tem maior tendência de aparecer é a alveolite.

Que é uma espécie de inflamação ou infecção do alvéolo, área onde o dente estava alojado no osso mandibular ou maxilar, ou seja, o “buraco” onde este dente estava fixado.

Quando o siso é extraído, o organismo tenta fechar este alvéolo exposto para protegê-lo de vírus, bactérias e fungos que podem estar presentes, tanto no ar como nos resíduos alimentares.

Alveolite

Pode ocorrer de duas formas, sendo a primeira delas chamada de “seca”, em que não há a presença de pus.

Ocorre quando a coagulação não acontece no pós-operatório do siso e o alvéolo se mantém vazio e as terminações nervosas do paciente ficam desprotegidas, causando muita dor.

Já a segunda seria a alveolite purulenta que ocorre depois da alveolite seca. Que é quando a inflamação se manifesta produzindo pus.

O paciente terá secreções e pode apresentar mau hálito, além de ficar visível o pus no alvéolo.

Para controlar e tratar essas inflamações, a indicação é ir ao dentista. É ele que vai indicar os antibióticos, no caso da primeira, se for a segunda analgésicos devem ser indicados também.

No caso da aleveolite purulenta o paciente poderá ter que fazer outro procedimento. Nesse, terá anestesia na região e o profissional irá utilizar uma cureta para remover os resíduos armazenados no local.

Apesar de serem menos comuns, outros tipos de inflamação podem acontecer, desse modo a partir dos primeiros sinais procure um profissional.

Como essas inflamações podem ter diferentes origens e características, além de que inflamações no alvéolo podem se espalhar para outras regiões da boca e até do corpo, desencadeando problemas diferentes que põe em risco à vida do paciente.

Como controlar a inflamação no pós-operatório?

Para diminuir o risco de inflamação, é preciso tomar os cuidados necessários para que a coagulação aconteça de forma correta e rápida.

O importante é fazer uma higienização bucal adequadamente, evitando o acúmulo de resíduos alimentares nas cavidades bucais, principalmente no alvéolo.

Durante o processo de higienização, não se deve fazer bochechos. Como o tecido que vai revestir o alvéolo está em formação e ainda é frágil, esta ação pode danificá-lo a ponto de não ter mais como ele se reconstruir, fazendo com que a coagulação volte ao seu estágio inicial tendo até sangramentos.

Use os medicamentos prescritos pelo dentista na hora certa e na dosagem indicada pelo profissional. Não consuma alimentos quentes, porque eles prejudicam a formação do tecido. E tente repousar o máximo possível.

Sangramento

Quando o dente é removido, é possível que sangramentos ocorram nos primeiros dias. O que isso quer dizer? Significa que o caminho fica livre para que a corrente sanguínea saia pelo espaço deixado pelo siso.

Desse modo, é comum que pacientes tenham pequenas quantidades de sangue nos dias seguintes.

Porém, se os sangramentos forem recorrentes e volumosos, é necessário ir ao dentista, pois há algo de errado, por exemplo, os pontos da cirurgia ter estourado, deixando assim o local livre para que o sangramento aconteça.

Quantos dias de repouso são necessários?

O pós-operatório da gengiva é diferente de outras regiões do corpo. Sendo mais demorado, por isso precisa de alguns cuidados especiais para que aconteça corretamente.

Com isso o ideal é de que o paciente se mantenha em repouso por todo o período de cicatrização e evite durante a semana em que foi feita o procedimento, atividades físicas ou exercícios que exijam o uso de força.

Alimentação

Para muitas pessoas comer após uma operação pode ser bem difícil, por isso, a dica é se manter hidratado e com uma alimentação leve, em pequenas porções, de fácil digestão e saudáveis.

Esse cuidado irá ajudar na recuperação e evita que complicações aconteçam e ajuda a superar os efeitos indesejados da anestesia.

Agora que já sabe como se manter no pós-operatório é manter sua saúde bucal em dia.

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